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Publicado em sexta, 20 de março de 2026

Home office no Brasil: 65% trocariam de emprego para manter o remoto

Um novo levantamento da LiveCareer, plataforma global de desenvolvimento de carreira, revela uma divisão profunda entre empresas e trabalhadores brasileiros sobre o futuro do trabalho remoto. Publicado em março de 2026, o relatório reúne dados de instituições como FIA, FEA-USP, IBGE, Ipea, KPMG, GPTW, Korn Ferry e Randstad para mapear o estado atual do home office no país — cinco anos após a pandemia transformar a rotina corporativa.

O cenário é de impasse: enquanto 65% dos profissionais afirmam que buscariam outro emprego caso fossem obrigados a retornar ao escritório em período integral, 80% das empresas declaram que pretendem reduzir ou encerrar o trabalho remoto. A tensão entre essas duas posições coloca o mercado de trabalho brasileiro em uma encruzilhada.

 

Trabalhadores valorizam flexibilidade mais do que nunca

Para a maior parte dos profissionais ouvidos nas pesquisas consolidadas pelo relatório, o home office deixou de ser um benefício adicional e passou a ser critério essencial na escolha de um emprego. Os números sustentam essa percepção:

 

Entre os fatores mais valorizados estão a redução do tempo de deslocamento, a autonomia na gestão da rotina e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Esse último item já ultrapassou o salário como principal motivador de carreira, segundo o Workmonitor 2025 da Randstad.

 

A flexibilidade também começa a pesar em decisões concretas de carreira. A proporção de trabalhadores que pediram demissão por falta de opções flexíveis cresceu de 25% para 31% em apenas um ano. O movimento é mais intenso entre Geração Z e Millennials e mais acentuado ainda no setor de tecnologia da informação.

 

Empresas seguem na direção oposta

Do lado das organizações, a tendência dominante em 2025 foi o retorno ao presencial. De acordo com o GPTW, 51% das empresas brasileiras já funcionam integralmente de forma presencial, enquanto 41% adotam o modelo híbrido e apenas 9% mantêm equipes totalmente remotas.

O argumento mais citado pelas lideranças para justificar o retorno é o fortalecimento da cultura organizacional, mencionado por 63% dos gestores em pesquisa da KPMG. A melhoria da colaboração entre equipes é outro ponto recorrente.

 

Ainda assim, as próprias empresas reconhecem os custos da decisão. Entre as organizações consultadas:

 

O resultado mais direto desse movimento é que 41% das empresas já enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados após reduzirem suas políticas de home office, segundo a Korn Ferry.

O tamanho real do trabalho remoto no Brasil

Apesar do debate acalorado, o teletrabalho ainda ocupa uma fatia pequena do mercado. O IBGE aponta que 9,5 milhões de brasileiros trabalham em regime remoto atualmente, o equivalente a cerca de 10% da força de trabalho.

O Ipea estima, no entanto, que 22,7% das ocupações no país — mais de 20 milhões de postos — poderiam ser exercidas à distância. Há, portanto, um potencial represado considerável.

Na prática, 88% das vagas abertas no Brasil seguem sendo presenciais, segundo dados da Gupy. O modelo híbrido é o que mais cresce: expandiu cinco vezes em um ano e já representa 11% das contratações, superando as ofertas totalmente remotas.

Os setores com maior concentração de vagas flexíveis são Tecnologia da Informação, Marketing e Comunicação e Finanças e Contabilidade — áreas que funcionam como referência para novos formatos de trabalho em outros segmentos.


Fonte: Olhar Digital

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